• Alexandra Gomes

A Guerra: um (in)evitável tema de conversa?

No último mês, as notícias, as imagens e as conversas sobre a guerra estão por todo o lado e as crianças e os jovens perguntam-se e perguntam sobre o que significa.


Perante as suas questões, os adultos inquietam-se sobre o que lhes dizer e como o fazer da forma mais adequada, já que a guerra afeta profundamente a forma como as crianças e os jovens pensam e sentem.


Mesmo acontecendo a milhares de quilómetros de distância, esta realidade coloca em causa a visão do mundo como um lugar seguro e previsível. E perante esta inquietude emocional, os pais e educadores, por um lado desejam protegê-los, mas, por outro, sentem que os devem encorajar a serem curiosos e a experienciarem o mundo. A melhor forma de o fazerem é disponibilizarem-se para escutar as suas preocupações, conversar com eles e responder às suas questões. É importante sensibilizar as crianças para a violência, para os conflitos, para a guerra e para os momentos de paz, na escola, em casa e no mundo (ajustando-se à sua idade).


Quando as crianças e os jovens veem imagens de países em guerra na televisão, crianças refugiadas, pessoas feridas ou valas comuns sentem medo, dor ou confusão. Nestas circunstâncias, a importância de conversar sobre a guerra, desde cedo, assume particular relevância, dando informação apropriada à idade e assegurando que se podem sentir seguros e protegidos.

Mas, atenção… Se as crianças mais pequenas não se mostrarem interessadas em conversar sobre a guerra, não há necessidade de o fazer. Estas não devem ser forçadas a tomar consciência sobre a existência de uma guerra. O mais importante é o adulto manifestar a disponibilidade para o fazer, quando a criança assim o desejar.


Fonte: “CONVERSAR SOBRE A GUERRA Perguntas e respostas para pais e cuidadores de crianças e jovens” (OPP, 2022).

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