• Alexandra Gomes

Autonomia e proatividade no processo de aprendizagem

O processo de ensino aprendizagem tem sido um desafio para os professores. Os alunos estão mais desafiantes, menos resignados, mais inquietos, mais enérgicos e a sua motivação requer maior criatividade, por parte dos professores e do próprio “sistema”.


Deste modo, é determinante responsabilizar e autonomizar os alunos no seu processo de aprendizagem. Segundo a Coach infantil Sara Nunes, os alunos carecem de se sentir empoderados, com a oportunidade de tomarem decisões e de se sentirem co responsáveis pela sua aprendizagem. Para a coach, este “não é o caminho mais fácil, mas é o que traz melhores resultados”.


O mais fácil, derivado do cansaço, da exaustão e da falta de tempo dos professores, é dar ordens, debitar conteúdos, pacificar o processo de aprendizagem dos alunos. No entanto, deste modo, a criança perde a oportunidade de pensar e de agir proactivamente, comprometendo uma aprendizagem de sucesso.


Mais do que dizer de que forma se realiza uma tarefa, o professor deva questionar os alunos sobre a(s) melhor(es) forma(s) de realizar essa tarefa. É muito importante para a criança sentir que está a ser orientada pelo adulto. No entanto, tão ou mais importante, é ela sentir que tem capacidade de escolha e seja responsável por essa escolha, assumindo, tranquilamente, como um processo de aprendizagem. Ao interferir constantemente na forma como a criança apreende os conhecimentos, é transmitido à criança que ela não é capaz, fazendo-a sentir insegura e sem coragem para arriscar em situações semelhantes.


Ao garantir à criança as condições de segurança para que a mesma realize uma determinada tarefa adequada à sua idade, o adulto deve manifestar a sua disponibilidade para ajudar, mas sem a necessidade de manipular, sem impor a sua vontade e assim é dada a oportunidade às crianças destas serem a sua melhor versão de forma proativa e confiante.

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