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  • Foto do escritorAlexandra Gomes

Como transformar o stresse prejudicial em stresse benéfico


O stresse é uma resposta fisiológica e comportamental a algo que vai acontecer ou já aconteceu e é transversal a todos, em maior ou menor proporção.


A pressão e as exigências pessoais, o ritmo do trabalho e as multitaskings em que nos envolvemos são exemplos comuns de situações que podem levar ao stresse, nos dias de hoje.


Segundo a terapeuta Catarina Milheiro, há vários tipos de stresse e este passa por diferentes fases. Numa fase inicial, o stresse pode ser positivo e promotor da iniciativa necessária para realizar uma tarefa. No entanto, quando ultrapassa um determinado nível, o stresse em excesso deixa de ser benéfico e começa a prejudicar a saúde.


A forma como o stresse é vivenciado varia de pessoa para pessoa: para uns, é uma dor de cabeça e acaba por comprometer a sua produtividade. Para outros, o stresse é tão comum que se torna quase num estilo de vida. Até mesmo o stresse de curta duração pode ter um impacto negativo no organismo. Por exemplo, um acidente, um acontecimento traumático ou uma discussão pode desencadear um episódio de stresse agudo, com um impacto ainda maior para a pessoa. Quando se prolonga por muito tempo, o stresse pode tornar-se crónico, levando a pessoa a um estado de burnout.


Quanto à tipologia do stresse podem ser identificados dois tipos: o stresse positivo – eustress – e o stresse negativo – distress.


Stresse positivo – eustress

Stresse na fase inicial – fase de alerta – faz com que o organismo produza adrenalina, dando ânimo e energia, potenciando a produtividade e a criação.

O stresse positivo ajuda a manter a concentração, a energia e a motivação para atingir os objetivos. O eustress manifesta-se, por exemplo, quando se está apaixonado ou quando se sente que se vai ganhar um bónus ou uma promoção no trabalho, deixando as pessoas felizes e eufóricas numa determinada situação.



Stresse negativo - distress

O stresse negativo é aquele em excesso e ocorre quando a pessoa ultrapassa os seus limites e a capacidade de adaptação a cada situação. Nesta situação, o organismo perde nutrientes e energia e os níveis de produtividade e criatividade descem.

Quando o stresse ocorre com frequência e em excesso, a qualidade de vida fica comprometida e pode desenvolver doenças. Na origem deste tipo de stresse estão sentimentos como abandono, tristeza, perda, medo, tensão, ansiedade, desvalorização e desrespeito.



Segundo a terapeuta acima identificada, para o tratamento do stresse não existe uma resposta única, mas tudo passa por se fazer aquilo que mais ativa a descontração e o relaxamento ao longo do dia. Entre algumas estratégias encontram-se:


1. Ouvir música enquanto fizer algo agradável (por exemplo fazer uma caminhada ao som das músicas preferidas ou até ficar sentado numa esplanada).


2. Relaxar os músculos de forma profunda. Uma vez que o stresse aumenta a tensão muscular, nada como deitar-se na cama ou no chão de forma confortável, inspirar pelo nariz e expirar pela boca profundamente, colocando as mãos sobre o tórax. À medida que inspira e expira, sentir a compressão e a expansão das costelas, ao longo de 10 ciclos respiratórios.


3. Respirar abdominalmente. Sentado ou em pé, a respiração abdominal é a mais saudável e completa. Começar por colocar uma mão no abdómen e outra no peito; ao inspirar certificar-se que a mão no abdómen está a subir e a mão no peito está imóvel. Repetir esta respiração ao longo de 7 ciclos respiratórios.


Estratégias simples e naturalmente integradas no dia a dia, através das quais os níveis de stresse sentidos equilibram-se, gerando o bem-estar necessário para um modo de vida saudável.


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