• Alexandra Gomes

Educação equilibrada, laços familiares saudáveis

“Ao final do dia, uma boa família deveria fazer com que tudo fosse inesquecível.” (Mark V. Olsen)


Educar é uma tarefa diária desafiante. Se não for realizada de forma adequada, a educação pode “deseducar”, destruindo laços familiares.


Por sua vez, uma educação equilibrada – saudável e responsável – implica ter muita paciência, carinho e boa vontade, promovendo o desenvolvimento equilibrado das crianças e cuidando dos laços familiares, geradores de vínculos seguros.


Então, como educar saudavelmente e criar laços familiares saudáveis?


Dizer “eu amo-te” repetidamente, às crianças, e expressar a importância que elas têm na vida dos pais e dos outros elementos da família (irmão(s), avós…), nutre o amor familiar e aumenta a autoestima das crianças.


Recorrer à empatia e ao esforço na gestão de conflitos familiares. Colocar-se no lugar do outro – ser empático – não faz com que a discussão termine espontaneamente, mas ajuda a entender um pouco melhor a situação. Além disso, facilita a compreensão do outro, ainda que não partilhando o mesmo ponto de vista, mas facilitando a aproximação a um acordo para ambas as partes.


Definir direitos e deveres claramente delimitados e consistentes, entre os elementos familiares. Esta definição deve ser feita de acordo, sobretudo, com a idade das crianças. Por exemplo, é possível pedir tarefas simples a partir de um ano de idade e assim promover a autoestima das crianças (ex. recolher os seus brinquedos, ajudar a levar um objeto de um lugar para o outro ou limpar algo que derrubaram no chão…). Da parte dos adultos, é importante elogiar a ajuda prestada pelas crianças, fazendo com que estas se sintam bem.


Estas são algumas estratégias que visam o equilíbrio familiar, evitando discussões e mal-entendidos desnecessários, assoladores dos laços familiares.



18 visualizações0 comentário

Posts Relacionados

Ver tudo

Os castigos ainda existem na conduta parental portuguesa e nalguns contextos escolares (tal como tempos reduzidos de intervalo, a escrita repetida de frases do que não deve fazer, os trabalhos de casa

Tal como os adultos, e sendo inerente a todos os seres vivos, a “perda”, de algo ou alguém importante, é inevitável. Dependendo da dimensão da perda, construir algo depois do fim, parece ser uma taref

O sentimento de vazio, sem rumo, de apatia, com uma profunda falta de vontade para fazer ou ser o que quer que seja, sobretudo nos últimos tempos, é um estado frequente por entre os adultos. Esta é um