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  • Foto do escritorAlexandra Gomes

Ensinar a bondade às crianças em tempos de guerra


Em pleno século XXI, vários são os conflitos e as guerras geradores de ainda mais medo e agressividade entre nós. Estes, não se cingem aos armados, mas também aos de valores, como uma característica saliente do contexto global e gerador de uma série de divisões ideológicas, culturais, religiosas e éticas. Este ambiente de guerrilha manifesta-se em vários exemplos, tais como o extremismo e o terrorismo religioso que diariamente se divulga pelos meios de comunicação social, os conflitos étnicos e nacionalistas, as disputas sobre Direitos Humanos e Liberdades Civis, os confrontos ideológicos e políticos e os conflitos sobre recursos naturais e o meio ambiente.

 

Pois bem, ensinar a bondade às crianças em tempos de guerra multifacetada como os vividos no século XXI é uma tarefa desafiadora, mas fundamental para promover a compaixão, a empatia e a construção de um mundo melhor.

 

Várias podem ser as formas de ensinar a bondade às crianças em tempos de guerra.

 

1. Modelagem de comportamento: os adultos devem servir como modelos de comportamento gentil e compassivo. Estes educam através do exemplo e as crianças aprendem através da observação e da imitação. Assim, é importante que os adultos demonstrem atitudes positivas e bondosas, mesmo em situações difíceis.

 

2. Histórias e exemplos inspiradores: dar a conhecer às crianças histórias de pessoas que mostraram bondade e coragem em tempos de guerra; podem ser histórias de heróis, voluntários humanitários, ou exemplos de pessoas comuns que ajudaram os outros em momentos difíceis.

 

3. Praticar a empatia: ajudar as crianças a desenvolverem empatia, ensinando-as a entender as emoções e perspetivas dos outros, seja através de discussões, perguntas abertas ou atividades que incentivem a colocar-se no lugar dos outros.

 

4. Promover a ajuda mútua: encorajar as crianças a ajudarem-se umas às outras e a trabalharem juntas para resolver problemas, sendo através de atividades em grupo, projetos de serviço comunitário ou colaboração em tarefas do dia a dia.

 

5. Cultivar a gratidão e o respeito: enfatizar a importância de valorizar as coisas boas na vida, mesmo perante dificuldades; incentivar as crianças a expressarem gratidão por aquilo que têm e a respeitarem as diferenças entre as pessoas.

 

6. Fomentar a resolução pacífica de conflitos: ensinar às crianças estratégias para resolverem conflitos de forma pacífica e construtiva, como a comunicação aberta, o compromisso e a busca de soluções que a todos beneficiem.

 

7. Promover a tolerância e a diversidade: ajudar as crianças a entenderem e valorizarem a diversidade cultural, étnica e religiosa, pode ser feito através da exposição a diferentes culturas, tradições e crenças, bem como de discussões abertas sobre respeito mútuo e aceitação da diferença.

 

8. Fornecer apoio e segurança: certificar-se de que as crianças se sentem seguras e apoiadas no seu ambiente, proporcionando-lhes conforto emocional e físico, sempre que possível.

 

9. Promover a educação para a paz: integrar conceitos de paz, resolução de conflitos e direitos humanos no currículo escolar e noutras atividades educativas. Deste modo, as crianças desenvolvem uma compreensão mais ampla dos problemas globais e tornam-se agentes de mudança positiva na sua comunidade.

 

10. Estimular a solidariedade: encorajar as crianças a participarem em iniciativas de ajuda humanitária, tais como a recolha de fundos para organizações de solidariedade social, participação em campanhas de consciencialização ou gestos simples de bondade para com aqueles que estão em situação de vulnerabilidade.

 

Ensinando estes valores e comportamentos, podemos ajudar as crianças a cultivarem a bondade e a compaixão, mesmo em tempos de adversidade, contribuindo assim para a construção de um mundo mais justo e pacífico.

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