• Alexandra Gomes

O “bom sinal” de ser distraído

Com a entrada no 1º ano de escolaridade é frequente ouvir comentários sobre a distração das crianças, sobretudo na sala de aula.


A realidade é que, a capacidade de concentração não é espontânea; adquire-se com o tempo e com a aprendizagem e é uma característica comum a todas as pessoas, dependendo do menor ou maior grau de interesse no assunto.

Por este motivo, o papel do professor na geração de interesse dos seus alunos pelos conteúdos ensinados é determinante, a fim de ativar nos mesmos as motivação e consequente concentração nos conteúdos a apreender.


Uma criança motivada, geralmente é bem-disposta, alegre, divertida e comunicativa. No entanto, com estas características, corre o risco de ser apelidada como distraída e quando estas “distrações” são frequentes, representam um motivo para o seu encaminhamento a uma avaliação psicológica.


Segundo a Psicóloga Tereza Guerra (2022), a investigação refere que, quanto maior for o Coeficiente de Inteligência Geral das crianças, estas tendem a apresentar maior dificuldade de concentração, uma vez que possuem interesses multifacetados, em várias áreas de conteúdo. De referir, no entanto, que esta distração não significa que seja literal o diagnóstico de PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção). Trata-se antes de crianças que, para além de captarem com mais facilidade o que as rodeia, são mais sensíveis, adquirindo maior tensão emocional, quando expostas a assuntos que não despertam a sua atenção.


Fonte: Regresso Às Aulas | Casa Índigo (casa-indigo.com)

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