• Alexandra Gomes

As duas faces do stresse

A realidade, sobretudo desde os últimos dois anos, reflete uma situação além do expectável pela humanidade, o que a faz sentir-se sem recursos para gerir as situações de forma equilibrada e é geradora de um estado emocional conhecido por “stresse”.


O stresse abrange, indistintamente, todas as categorias sociais e todas as idades, com impacto na vida de quem dele padece.


No entanto, ao contrário do que se possa pensar, o stresse não é sempre o vilão da história. Como todas as coisas, ele possui aspetos negativos e aspetos positivos. O importante é agir e adaptar-se a todas as situações.


Contudo, nem sempre acontece e os estados de stresse, dependendo da forma como as pessoas o acolhem e lidam com ele.


O stresse não tem que ser suportado, mas acolhido, por ser enriquecedor, energético, motivador e criativo. Por isso, antes demais importa distinguir o stresse positivo – eustresse – e o stresse negativo – distresse.


O eustresse (lado bom do stresse) manifesta-se quando, por exemplo, o aluno recebe uma boa avaliação num teste desafiante, quando se está apaixonado, quando se vive na iminência de ser aprovado num processo seletivo importante, de um modo geral, quando a felicidade sentida é extasiante. Este lado emocional representa um estado mental muito positivo, o qual ativa pensamentos e ações positivas.


Diferente do eustresse, o distresse nada tem de positivo, uma vez que é gerado a partir de situações negativas, infelizes, tristes, provocando um grande sofrimento mental, físico e emocional. A origem deste tipo de stresse traduz-se em sentimentos de tristeza, abandono, desamparo, perda, tensão, medo, cansaço, ansiedade e desvalorização.


Independentemente do tipo de stresse gerado, se existem situações que escapam ao próprio controlo, de pouco vale sofrer para além do conhecido.


Por isso é tão importante, desde jovens, ser trabalhada a importância do sentimento de responsabilização pela vida, tomando as suas rédeas e impedindo que os sentimentos negativos controlem os seus pensamentos e os seus comportamentos. Para tal, é importante ensinar desde cedo e criar na própria vida momentos positivamente significativos, geradores de paz, plenitude e felicidade.

Não sendo possível controlar totalmente o stresse, há que aprender a conviver com ele, impedindo que ele a domine.

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