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Redes sociais e atenção fragmentada: porque é cada vez mais difícil manter o foco?
Vivemos numa era em que a informação chega até nós a uma velocidade nunca antes vista. Um vídeo de poucos segundos, uma notificação, uma mensagem, outro vídeo, uma fotografia, mais uma notícia… Em poucos minutos, o cérebro é exposto a dezenas de estímulos diferentes. Para crianças e adolescentes, que se encontram numa fase crucial do desenvolvimento cerebral, esta realidade pode ter um impacto significativo na capacidade de concentração, aprendizagem e autorregulação. Mas afi
Viviana Marinho
há 2 horas


O Impacto da Violência Doméstica no Desenvolvimento Infantil: quando as crianças veem o que não deveriam ver
"Uma criança que cresce numa casa onde existe violência doméstica é sempre uma vítima, mesmo que nunca lhe levantem a mão." A exposição à violência doméstica constitui uma experiência potencialmente traumática, capaz de afetar o desenvolvimento emocional, cognitivo, social e até físico das crianças. Quando uma criança assiste a discussões violentas, ouve gritos vindos do quarto ao lado, presencia agressões entre os cuidadores ou vive num clima constante de ameaça e insegura
Marta Neto
há 5 dias


Mentalidade de crescimento na infância: o superpoder de aprender
Imagine duas crianças perante o mesmo puzzle desafiante. A primeira tenta encaixar duas peças, não consegue, empurra o brinquedo e diz: "Isto é muito difícil, eu não sei fazer puzzles". A segunda tenta, falha, mas os seus olhos brilham e ela diz: "Hum, este é dos difíceis! Deixa-me cá ver como é que se resolve". O que diferencia estas duas crianças não é o coeficiente de inteligência (QI), nem o talento natural. A diferença reside na lente através da qual olham para o mundo:
Viviana Marinho
28 de jul.


Cyberbullying: sinais de alerta e estratégias de prevenção
O mundo digital trouxe inúmeras oportunidades de aprendizagem, comunicação e socialização para crianças e adolescentes. No entanto, também deu origem a novos desafios, entre os quais o cyberbullying, uma realidade cada vez mais frequente e com um impacto significativo no bem-estar emocional e no desenvolvimento dos mais jovens. Ao contrário do bullying tradicional, o cyberbullying pode acontecer a qualquer hora do dia, ultrapassando os limites físicos da escola e do recreio
Marta Neto
23 de jul.


“Eu não sou inteligente": o impacto das crenças limitadoras
"Eu não sou inteligente". Estas quatro palavras, quando ditas por uma criança ou por um jovem, são como um alarme silencioso. Não são apenas uma frase, são o nascimento de uma crença limitadora. Quando uma criança começa a definir a sua inteligência como um traço fixo e, pior, como algo que lhe falta, ela não está apenas a avaliar o seu desempenho escolar — ela está a desenhar a fronteira do que acredita ser capaz de alcançar na vida. As crenças limitadoras são como paredes i
Viviana Marinho
21 de jul.


Brincar livremente é trabalho sério!
Vivemos numa época em que as férias das crianças são, muitas vezes, planeadas ao minuto: campos de férias, atividades desportivas, explicações, tecnologia disponível 24 horas por dia e a preocupação constante dos adultos em mantê-las ocupadas. Mas será que estamos a deixar espaço para algo igualmente importante? O tempo de não fazer nada. Se esta ideia lhe causa algum desconforto, saiba que não está sozinho. Enquanto pais e educadores, fomos ensinados a acreditar que uma cria
Marta Neto
16 de jul.


O poder do propósito na aprendizagem
"Para que é que eu estou a aprender isto?", "Isto serve para quê na vida real?". Quem convive com crianças e jovens em idade escolar reconhece estas perguntas. Muitas vezes vistas como meras desculpas para evitar os deveres, estas interrogações escondem, na verdade, uma das necessidades mais profundas do cérebro humano: a busca de significado. Na educação tradicional, habituámo-nos a motivar os alunos através de fatores externos — as notas, os diplomas, os prémios ou o medo d
Viviana Marinho
14 de jul.


O Grande Salto para o 1.º Ciclo: Como preparar o seu filho e o seu coração?
Setembro aproxima-se e, com ele, chega um dos marcos mais bonitos e, simultaneamente, mais desafiantes da infância: a entrada no 1.º ano. Para os pais, este momento é muitas vezes vivido com um misto de orgulho e um inevitável aperto no peito. É o fim de uma etapa marcada pela proximidade do jardim de infância e o início da escola "a sério". É natural que surjam dúvidas: Será que ele se vai adaptar? Vai conseguir ficar sentado? Vai conseguir acompanhar os outros? Se sente est
Marta Neto
9 de jul.


Como ajudar crianças que dizem “não gosto de estudar”
"Não quero!", "Isto é uma seca!", "Não gosto de estudar!". Se é pai, mãe ou educador, há uma enorme probabilidade de já ter ouvido estas frases carregadas de frustração. Ver uma criança desmotivada face à escola é uma das maiores fontes de angústia para as famílias. A reação imediata do adulto, muitas vezes movida pelo medo do insucesso futuro, tende a passar pelo sermão ("Tens de estudar para seres alguém na vida!"), pela zanga ou pelo castigo. No entanto, estas abordagens r
Viviana Marinho
7 de jul.


O papel do elogio na construção da autonomia
"Boa!", "Incrível!", "És o maior!", "Que desenho tão lindo!". Quem é que não gosta de ouvir um elogio? No universo da educação e da parentalidade, o elogio é frequentemente visto como a ferramenta dourada para motivar as crianças e elevar a sua autoestima. No entanto, quando olhamos de perto para a psicologia do desenvolvimento infantil, descobrimos que nem todos os elogios são criados da mesma forma. Na verdade, a maneira como elogiamos pode ser a linha que separa uma crianç
Viviana Marinho
30 de jun.


Delinquência Juvenil: o que pais e educadores precisam de saber
A adolescência é um período de profunda reorganização cerebral, marcado pela procura de identidade e autonomia, bem como por uma natural inclinação para a exploração e a assunção de riscos. Contudo, quando esses comportamentos ultrapassam os limites das normas sociais e legais e entram no domínio da delinquência juvenil, a comunidade educativa e a família tendem a reagir com alarme e isolamento. A delinquência juvenil raramente resulta de uma causa única. A investigação conte
Marta Neto
25 de jun.


Motivação Intrínseca vs. Extrínseca: Qual Funciona Melhor?
Esta é uma das perguntas mais frequentes nos gabinetes de psicologia e psicopedagogia: "Como faço para o meu filho ou aluno querer estudar por iniciativa própria?". Na tentativa de resolver a apatia escolar, pais e professores recorrem frequentemente a um sistema de recompensas e punições: notas altas equivalem a prémios (dinheiro, videojogos, passeios), notas baixas resultam na perda de privilégios. Mas será este o caminho mais eficaz a longo prazo? Para responder a isto, a
Viviana Marinho
22 de jun.
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