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O monstro no quarto: ajudar o meu filho a vencer os medos com coragem e segurança emocional

  • Foto do escritor: Diamantina Moreira
    Diamantina Moreira
  • 4 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 18 de ago. de 2025

"Mãe, pai, tenho um monstro no meu quarto!" Eis uma frase tão ouvida, e que causa tanta ansiedade nas crianças e nos pais ou cuidadores. E agora? O que fazer? Sentir medo faz parte do desenvolvimento de qualquer ser humano, inclusive precisamos de o sentir a vida toda. Por exemplo, se não sentirmos medo, atravessamos a rua sem olhar e a probabilidade de ter um acidente é grande. A questão aqui está na intensidade com que sentimos o medo, e se é um medo real ou imaginário. 

Mas voltando à questão acima, não há dor maior do que ver uma criança paralisada com o medo. E as crianças têm muitos medos: dos monstros, do escuro, da escola, de estranhos, de falhar, entre outros. 

 

A forma como cada criança manifesta o seu medo varia consoante o contexto, a situação, a sua personalidade e a forma como é educada. Pode chorar, fazer uma birra e em situações mais críticas recusar-se enfrentar situações novas. 

 

A grande questão é então: "O meu filho/a tem tantos medos e ansiedades, como posso ajudar a construir a coragem e a segurança emocional nele/a?" O medo é uma emoção natural e necessária, que nos alerta para o perigo. Mas quando se torna avassalador, pode limitar o desenvolvimento da criança e a sua exploração do mundo.

 

Na parentalidade consciente o objetivo não é que se ignore o medo da criança, nem o minimizemos, nem tão pouco dramatizá-lo. O objetivo é ensinar a validá-los, compreendê-los e dar-lhes as ferramentas para lidar quando o medo surge e não permitir que suba de intensidade. Desta forma a criança vai ser capaz de enfrentar e superar os medos.

 

Já se perguntou porque surgem tantos medos na criança? Algumas das razões são: devido à fase de desenvolvimento em que a criança se encontra; a experiências negativas passadas; ao modelo parental; à sua própria personalidade; à falta de controlo ou imaginação bastante ativa. 

 

Deixo-vos aqui algumas estratégias para ajudar a criança a lidar ou superar os medos que sente:

  • validar sempre o sentimento, não o medo. Não podemos dizer à criança para não ter medo de algo que não exista. Devemos mostrar empatia e conversar sobre o que sente.

  • ser um porto seguro. Quando a criança sente medo, abrace-a, fale calmamente. Estes gestos vão fazê-la sentir mais segura e confiante.

  • explique a diferença entre quais são os medos reais e os medos irreais. Utilize uma linguagem que a criança entenda.

  • leia livros e conte histórias sobre coragem. A moral de muitas das histórias pode ajudar a criança a entender melhor os seus medos e até mesmo superá-los.

  • evite a superproteção. Ao proteger demasiado a criança não vai permitir que a mesma sinta as emoções, vai camuflá-las, e isso não a vai ajudar no futuro. 

  • ensine ferramentas de calma e autorregulação. Técnicas simples como respiração, pintar, exercícios de inteligência emocional são fundamentais e ajudam no momento em que a criança está com medo.

  • exposição gradual. Quando o medo é real, é importante que a criança seja exposta gradualmente ao medo para aprender a lidar com ele. Esteja presente, abrace, converse calmamente, seja o exemplo.

  • nunca se esqueça: procure ajuda profissional, neste caso de um psicólogo infantil, caso não esteja a conseguir ajudar a criança. 

 

E assim, ao validarmos os medos e construirmos a coragem dos nossos filhos, estamos a dar-lhes a maior certeza: o nosso amor é o refúgio mais seguro que eles alguma vez terão. 

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