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Raiva, birras e oposição: o que está por trás desses comportamentos?

  • Foto do escritor: Viviana Marinho
    Viviana Marinho
  • 8 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de ago. de 2025

Os comportamentos desafiantes como a raiva, as birras e a oposição não surgem do nada. Por trás de cada explosão emocional está uma necessidade não atendida, uma frustração não compreendida ou uma emoção ainda em construção. Na infância, o cérebro ainda está a desenvolver-se, sobretudo nas áreas responsáveis pela autorregulação, pela empatia e pelo controlo de impulsos. Isto significa que muitas vezes as crianças não têm ainda recursos internos suficientes para gerir o que sentem — e expressam-no através do comportamento.


A raiva, por exemplo, pode ser uma emoção secundária que cobre sentimentos como tristeza, insegurança, medo ou frustração. Já as birras, mais comuns entre os 2 e os 5 anos, são frequentemente uma tentativa de a criança afirmar autonomia num mundo onde tem pouco controlo. Quando sente que não é ouvida, compreendida ou respeitada na sua individualidade, a birra pode ser a única forma que encontra para se fazer notar. A oposição, por sua vez, pode esconder uma procura de limites claros, consistentes e seguros, ou até mesmo o reflexo de experiências de desorganização emocional no ambiente familiar ou escolar.


É fundamental que o adulto, em vez de se focar apenas no comportamento em si, olhe para o que ele comunica. A intervenção deve começar pela escuta, pela empatia e pela validação emocional: "Estás muito zangado porque não consegues o que queres agora. Estou aqui contigo, e vamos resolver juntos." Ao nomear as emoções e modelar estratégias de autorregulação, o adulto ajuda a criança a construir ferramentas que lhe permitirão reagir de forma mais ajustada no futuro.


Mais do que "corrigir" comportamentos, o desafio é compreender para intervir com intencionalidade. A raiva, as birras e a oposição não são falhas da criança, mas sim sinais de que ela precisa de ajuda para crescer emocionalmente — e esse apoio começa com a forma como o adulto responde.


Cada emoção é uma oportunidade para crescer, compreender e transformar!

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