• Alexandra Gomes

Aceitação e não Resignação

Aceitar uma emoção não significa resignar-se a ela. Segundo o psicoterapeuta Nathaniel Branden, a disposição de sentir e aceitar os sentimentos não significa que as emoções devem ter a última palavra naquilo que se faz. Por exemplo, pode não ter vontade de trabalhar hoje. O que pode fazer é admitir os esses sentimentos, senti-los, aceitá-los e em seguida ir trabalhar. Dessa forma sentir-se-á mais desanuviado, pois quando se sente e aceita os sentimentos negativos, mais facilmente se libertará deles.


No mesmo sentido, o psicólogo John Kabat-Zihn defende que a aceitação do momento atual significa um claro reconhecimento de que o que se está a passar está a passar-se, o que difere de uma atitude de resignação face o que se passa. A aceitação é o primeiro passo para a mudança, na medida em que quando é aceite a emoção, maior é a propensão e o desejo de mudar.

Além disso, a aceitação da emoção não implica que se goste dela, mas que é dada autorização, espaço e liberdade para sentir o que se está a sentir.


Aceitar a emoção também não significa aceitar os comportamentos que possam surgir dela. Por exemplo, pode sentir ansiedade antes de uma aula ou de um exercício de avaliação e, ainda assim, escolher ir às aulas ou fazer o teste.

Esta é a essência da aceitação ativa, em vez da resignação passiva.

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