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  • Alexandra Gomes

As consequências da Síndrome da Alienação Parental

Nos últimos tempos, novas realidades foram redesenhadas, nas estruturas familiares, com impacto significativo no desenvolvimento Psicoemocional dos seus elementos, particularmente as crianças.


Uma das realidades, explanada num artigo anterior, deriva das situações de divórcio e incompatibilidade fraturante entre os elementos do “casal”. Esta incompatibilidade reflete-se na parentalidade e traduz-se na Síndrome de Alienação Parental (SAP).

Recorde-se que a SAP, de modo literal, refere-se à situação extrema de quando um dos progenitores, através de mentiras, rejeita o outro progenitor e assenta no princípio de que a lealdade perante um dos progenitores implica a deslealdade para com o outro.


No artigo anterior sobre a Alienação Parental, foi exposta a sua sintomatologia nas crianças. Neste artigo, são apresentadas as suas principais consequências, no âmbito do desenvolvimento infantil. Assim, ao vivenciar a SAP, verifica-se:


- O afastamento de um dos progenitores ao longo da vida da criança;

- Dificuldade da criança em criar relacionamentos próximos saudáveis e duradouros;

- Impacto negativo na autoestima da criança;

- Dificuldades no estabelecimento de relacionamentos de proximidade;

- Baixa tolerância para com a frustração;

- Desenvolvimento de sintomatologia psicossomática, perturbações alimentares, perturbações do sono, vulnerabilidade psicológica…

- Conflitos recorrentes com figuras de autoridade.


Em suma, a Alienação Parental é vista como uma forma de abuso emocional, na maioria das situações.

No entanto, divergências parentais à parte, cada separação é uma separação, com contornos particulares, mas com a certeza que as crianças são a prioridade e o foco de atenção na resolução destes conflitos e na minimização dos danos daí resultantes.

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