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  • Foto do escritorAlexandra Gomes

Castigo ou consequência? Como educar as crianças

“Castigo ou consequência?”

A fronteira entre o castigo e a consequência é muito ténue e, por isso, é natural a dúvida emergente dos pais, na melhor forma de educar os filhos.


O castigo surge como a necessidade de mudar o comportamento da criança, para que esta passe a agir como os pais querem, e, caso não o faça, para a punir e fazer com que “pague” pelo que fez, gerando vergonha, dor e/ou culpa.


Na realidade, o castigo não tem uma causalidade direta com a ação. Por exemplo, quando os pais mandam a criança para o quarto ou não vai à festa porque se comportou mal, estão a agir de forma autoritária e punitiva, sem muitas vezes, haver uma relação direta entre o comportamento e o castigo. Inclusive, o “mandar para o quarto”, gera uma associação direta do espaço “quarto” a um local negativo para a criança.


Por sua vez, a consequência (lógica) está diretamente relacionada com o comportamento da criança. Há um nexo de causalidade entre o ato e o resultado. Por exemplo, quando a criança deixa cair comida ao chão, a consequência lógica é limpar (o que, dependendo da idade, pode acontecer com a ajuda dos pais); se a criança não faz os trabalhos de casa no período definido, a consequência lógica pode ser realizar os trabalhos de casa na hora em que iria ver TV ou jogar; quando a criança parte alguma coisa, a consequência lógica pode ser, ter de consertá-la (dependendo da idade) e se bater no irmão, deve pedir-lhe desculpa…


No que refere ao impacto, o castigo, que funciona a curto prazo, tem consequências negativas a longo prazo, criando medo e rebeldia. Já a consequência lógica – que jamais deve pôr em causa a segurança das crianças – permite ensinar-lhes a lidar com o resultado do seu comportamento, para que desenvolvam a sua responsabilidade.


Paralelamente à utilização de consequências lógicas, os pais devem procurar a razão por detrás dos comportamentos, apelar à cooperação da criança, envolvendo-a em atividades úteis, passar tempo de qualidade com ela e estimular a sua responsabilidade e a sua autonomia, promovendo, desta forma, a sua autoestima.

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