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  • Foto do escritorAlexandra Gomes

Como conversar com o adolescente?


Nem sempre é fácil criar e manter uma comunicação fluída e eficaz com os adolescentes e são frequentes as queixas dos pais sobre o discurso do filho para com eles, ser do tipo monossilábico e de frases curtas, gerando frustração e desespero.


A adolescência é uma fase de vida caracterizada por mudanças biopsicoemocionais que devem ser respeitadas, dando espaço ao filho para desenvolver a sua identidade. Contudo há várias estratégias que os pais podem adotar para desenvolver conversas com mais de duas palavras e criar uma comunicação fluída e eficaz.


Antes de mais, é importante compreender que o discurso monossilábico e rarefeito dos adolescentes é relativamente normal e frequente. Por outro lado, a adolescência passa por uma série de mudanças neurológicas e fisiológicas que levam este a procurar momentos pessoais introspetivos e “solitários”. Além disso, por serem fases de vida distintas entre si, os pais costumam ter algumas dificuldades em compreender o que se passa com os filhos e, por isso, esta incompreensão gera também frustração.


Então, o que devem, ou não devem, fazer os pais para melhorar a comunicação com o adolescente, desenvolvendo um diálogo mais fluído?


1. Ser empáticos com as mudanças vivenciadas pelo adolescente, tão importantes para a construção da sua identidade, e respeitar o tempo de intimidade e solidão desejados pelo filho.

2. Não comparar o filho com outros adolescentes, amigos ou irmãos ou até consigo próprio quando era pequeno.

3. Aguardar pelo momento adequado para falar, por momentos mais oportunos, considerando o seu estado emocional nessa altura, transmitindo a sua disponibilidade para escutar e falar quando o quiserem.

4. Iniciar o diálogo. Para potenciar a confiança dos filhos e conseguir que, com maior facilidade conversem consigo, os pais devem começar por partilhar o seu dia, como se sentiram e o que os inquieta, ajustando, claro as inquietações e sobressaltos do dia à maturidade dos filhos.

5. Optar por perguntas abertas, possibilitando ao adolescente partilhar mais informação, confiar e estender a sua resposta.

6. Recorrer ao humor para iniciar um diálogo, eliminando/minimizando as barreiras comunicativas e recuperando a conexão com os seus filhos.

7. Escutar quando o filho fala, adotando um comportamento que manifeste interesse no que está a ser comunicado: olhar para ele enquanto fala, evitar distrações, cortes e interrupções, assentir com a cabeça enquanto o filho comunica, colocar a mão no ombro, etc..

8. Não criticar ou julgar o discurso do filho. Evitar frases autoritárias na comunicação, comparações ou juízos de valor.


Em suma, os pais de adolescentes devem encontrar o equilíbrio entre o respeito das suas necessidades, tempo e intimidade e a construção de uma base sólida que ajude a aumentar a confiança e uma comunicação autêntica e sincera.

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