• Alexandra Gomes

Educar pela Paz em tempos de Guerra

O futuro do Homem é viver num universo coletivo de inteligências comunicantes, onde não haverá nem mestres que ensinem, nem discípulos que aprendam. TODOS APRENDERÃO COM TODOS.

Daniel Serrão


Após quase dois meses passados do conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia, várias, intensas e permanentes são as notícias que segregam os lares portugueses, em horas que deveriam ser de paz, família, tolerância e amor. Desse conflito, resultam números descomunais de ucranianos que deixaram as suas casas, abandonaram o seu país, perderam a sua vida e têm impacto no bem-estar de quem se encontra do lado de cá.


Nos últimos três meses, após um ano de pandemia, o medo e a raiva são emoções que segregam o bem-estar de cada criança, jovem e adulto. Sob esta neblina constante a vida continua: o trabalho, a educação e as demandas familiares.


À medida que o tempo passa, com todas estas mudanças que vão pautando o dia a dia de cada um, devem alterar-se, também, os conceitos sobre educação.


Por um lado, o mundo atual que as acolhe, por outro, tratando-se de crianças mais desafiantes e estimulantes. Estes novos cidadãos, perante um mundo infinito de saberes, cujas aprendizagens se tornam complexas e algo fastidiosas, caracterizam uma clivagem entre não saberem o suficiente e o saberem demais, que se torna cada vez maior.

Por este motivo, é dispensável continuar uma educação formatada para resultados técnicos, assente na transmissão de conhecimentos per si, gerador de agitação, revolta insatisfação, revolta, rebeldia e optar por uma educação pela paz, centrada na criança e no jovem.


Uma educação mais sensível, assente na criança ou no jovem, é uma educação que resgata o melhor de cada um, reconhece o seu valor individual e proporciona um melhor ambiente educativo, de paz, integridade e gratidão. Desta forma são formados seres de bem, íntegros, socialmente criativos e criadores, equilibrados e tolerantes.




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