• Alexandra Gomes

Inteligência Emocional e Superação dos períodos de crise

Sabendo que a Inteligência Emocional é a habilidade em identificar, compreender, utilizar e regular a próprias emoções e as dos outros, com vista à sua sobrevivência e ao seu bem-estar, é categórica a necessidade de otimizar esta habilidade no quotidiano, em plena Era Pandémica.


De forma mais ou menos imperativa, numa altura em que a saúde mental e emocional das pessoas é colocada à prova, a começar pela imprevisibilidade diária e pelo medo a ela associado, todos são sobreviventes, nas águas geladas, após o naufrágio do navio, com a esperança de uma “boia”, “uma trave de madeira” ou a luz de um bote de salvamento.

Parece existir, então, uma grande oportunidade para escolher como se quer viver enquanto não se chega a solo seguro. A qualidade desta escolha é única e pessoal, dependendo da forma como é gerido o dia-a-dia.


Os confinamentos que têm pautado o último ano obrigam a uma melhor gestão emocional. É desafiante a prisão domiciliária de inocentes, por um lado, mas responsáveis, por outro; é castrante a privação de manifestações de afetos tão humana; é frustrante a inversão da educação de valores às mais especiais e maiores vítimas, a médio-longo prazo, desta pandemia: as crianças.


Segundo Miranda (2021), aprender a ser inteligente emocionalmente é fundamental para a saúde mental de cada um. Ao saber gerir as emoções, a pessoa:


- Mais facilmente se relaciona com quem a rodeia;

- Vê os seus níveis de distressei diminuídos;

- Sente-se mais feliz;

- Sente-se mais saudável;

- Sente-se mais capaz pessoal e profissionalmente.


Em suma, a capacidade de gestão das emoções desenvolve as habilidades comportamentais pessoais e aumenta a Inteligência Emocional, minimizando os danos colaterais desta pandemia e para os quais não há vacina.

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