• Alexandra Gomes

Muitos alunos, pouco estudantes

Perante a pergunta “És aluno ou és estudante?” qual a escolhida?

Talvez com alguma ligeireza, a resposta seja: “Os dois: aluno e estudante!”.

Quando a questão é mais diretiva, tal como “Quando és aluno e quando és estudante?”, a resposta pode ser menos espontânea e até evasiva: “Nunca pensei nisso.”

De facto, não é manifesto o interesse por clarificar estes conceitos, sendo até confundidos. Mas a sua definição é distinta, o que implica uma atitude diferenciada para cada papel.

Ser aluno é uma coisa, ser estudante é outra!


Ser aluno

Um aluno é aquele que assiste às aulas, coletiva e passivamente.

Numa aula expositiva, espera-se que o aluno, integrado no grupo-turma, escute atentamente, veja e compreenda os conteúdos partilhados pelo professor.


Nesta fase, o aluno não é estudante: o seu papel é assistir às aulas e não estudar. A mais-valia do aluno é estar atento, para que consiga apreender o maior número possível dos conteúdos partilhados.


Da parte do professor, no sentido de facilitar este processo de apreensão pelo aluno, são esperadas aulas, o mais ativas possíveis, estimulando a visão, a audição, o tato, o olfato…


Ser estudante

Ser estudante é ser alguém que estuda.


Ao contrário do papel do aluno, estudar é um ato individual e ativo.


Segundo o Prof. Pier (2015), ninguém estuda se não estiver sozinho. Este é um processo individual, preferencialmente com uma caneta e um papel na mão, a escrever… a escrever à mão. Ler, por si só, não significa estudar.


Por estes motivos há tantos alunos quantos os inscritos e frequentadores do Sistema Escolar, mas estudantes “só” os que ativamente de disponibilizam para consolidar os conhecimentos apreendidos na sala de aula!


Referência Bibliográfica

Piazzi, P. (2015). Aprendendo Inteligência. Manual de instruções do cérebro para estudantes em

geral. São Paulo: Editora Aleph.


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