• Alexandra Gomes

O Ruído e o Stresse

O ruído é estimado uma das variáveis mais nefastas do ambiente e é considerado uma das principais causas das doenças socioprofissionais, provocando cerca de 70 000 acidentes de trabalho por ano[i].


Para além de afetar diretamente as células do aparelho auditivo, representa uma forma de agressão psíquica e é uma das causas de fadiga extrema.


A exposição regular ao ruído por várias horas de um dia provoca problemas psicossomáticos como enxaquecas, problemas digestivos, aumento da pressão arterial, do colesterol, da irritabilidade e da ansiedade.


O maior risco é o facto do ser humano se habituar ao ruído. Depois de algum tempo exposto ao mesmo ruído, o seu poder patogénico alcança o seu ponto máximo: o cérebro, embora em estado de sono, apreende as vibrações sonoras, as quais não deixam nenhuma lembrança ao despertar. E por esse motivo é que se acorda cansado e sem saber o motivo.


Os efeitos patológicos do ruído também podem ser modulados pelo tipo de ruído. Um som elevado, mas agradável é mais bem tolerado do que um som apreendido como desagradável.


Por estes motivos, e com o novo ano letivo à porta, é importante assegurar que os locais de estudo dos educandos sejam sem ruídos desagradáveis e com boa luminosidade, assegurando um bom início de ano letivo!

[i] Borrel, M. & Maslo, P. (2001). Stresse não é uma Fatalidade. Cascais: Ed. Pergaminho.

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