• Alexandra Gomes

Psicologia das Emoções na Época Natalícia (1)

No mês de dezembro as ruas são decoradas, iluminadas e é criado um ambiente festivo! Ouvem-se músicas natalícias e começa-se a planear todos os detalhes para os dias de Natal!


Apesar de muitos considerarem que esta é uma época feliz, familiar e divertida, outros muitos vivem-na de forma diferente: com nostalgia, tristeza, frustração e dor.

Este é o momento do ano em que mais se experimentam diferentes emoções e estas estão diretamente relacionadas com as experiências vivenciadas.

O Natal não é necessariamente uma época de felicidade para todos. Cada um tem emoções diferentes, dependendo dos acontecimentos vivenciados e das experiências que tiveram durante a infância. Nesta altura do ano parece, as crianças parecem experienciar mais facilmente emoções positivas, associadas às férias, aos presentes, às atividades natalícias e à magia! No entanto, esta vivência depende de como os adultos mais próximos percebem e vivem esta época.

Com os adultos, as emoções já podem ser mais variadas e entre elas a que prevalece é a ansiedade. Esta emoção surge por vários motivos:

  • O encerramento de contas e outros temas profissionais;

  • As reuniões e eventos de Natal, da empresa, de trabalho e familiares;

  • As compras dos presentes e lembranças para as celebrações natalícias;

Por estes motivos, nestes dias, as pessoas são invadidas pelo stresse, diminuindo o esperado bem-estar associado. Além disso, fatores como a perda, a separação, o estado vulnerável de saúde e eventuais restrições financeiras, são fortes motivos que dificultam a vivência sublime do “Espírito de Natal”!

De acordo com a Psicologia das Emoções, esta altura do ano é uma boa oportunidade para se identificar a emoção que está a sentir – alegria, tristeza, melancolia, irritabilidade, frustração – e o que o faz sentir dessa forma.


Mais do que se autoinfligir com a crença de que todos devem estar felizes no Natal, ou pelo menos esforçar-se para tal, é necessário que as emoções experienciadas sejam compreendidas, geridas e vivenciadas da forma mais saudável possível, de acordo com o contexto em que se insere.


Ser Emocionalmente Inteligente não tem período de descanso, é permanente e é saber que se deve aceitar o próprio humor e adaptar à circunstância em que se insere, da melhor forma possível.

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