• Alexandra Gomes

Eles também sofrem: a saúde emocional atual dos jovens

É conhecido de todos que a adolescência é pautada por grandes transformações, sucessivas descobertas, frequentes insatisfações e a dualidade entre a hesitação e o risco sem risco.


O período da adolescência varia entre os 10 e os 19 anos, seguido pela juventude, até aos 24 anos. Para além das impactantes alterações físicas que o adolescente vivencia, segundo um estudo da Fundação Manuel Francisco dos Santos, sobre o que pensam e o que sentem os jovens, entre os 15 e os 34 anos, a sua perceção acerca da fase em que se encontram e do que significa para si, levou a algumas conclusões, recentemente publicadas, e em seguida apresentadas.


Nos últimos 10 anos, o mal-estar dos jovens tem vindo a aumentar, devido às crises de ansiedade, depressão, aos pensamentos suicidas e à dependência química. Estes estados de ânimo, podem dever-se a alguns fatores, tais como:


- A “cultura da ilusão” de se obter tudo muito rápido, inclusive o sucesso, quando uma grande parte dos jovens vive insatisfeita com o emprego, ou até mesmo sem ele, com salários baixos, sem habitação própria, associado ao aumento do custo de vida.


- A instabilidade mundial vivenciada ao nível das alterações climáticas, dos jogos políticos, dos problemas de identidade de género e das consequências pandémicas da COVID-19, que colocam em causa a saúde de todos e impedem que os jovens desenvolvam interações sociais saudáveis.


- A invasão dos meios eletrónicos e digitais como veículo de comunicação entre os jovens, deflagrando informação duvidosa, mas viciante, o que faz com que estes permaneçam demasiadas horas agarrados aos ecrãs, desinvestindo no seu estudo e vendo reduzida a sua capacidade de concentração.


A realidade é esta e cabe aos jovens darem o seu valioso contributo para alterarem o rumo da História e serem criadores de um Mundo mais justo e digno da vivência de cada um.

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